terça-feira, 8 de maio de 2012

MODA TAMBÉM É TEXTO.




Desde a Antiguidade até a Idade Média, em todos os sistemas sociais baseados na diferença de classes, a moda desempenhava um importante papel de diferenciação entre os membros da classe dominante; Somente em um segundo momento a moda chegava às classes intermediárias e, raramente, à massa da população. Essa classe usava trajes camponeses considerados "folclóricos".
o acesso das classes intermediárias à moda se deu somente a partir da Revolução Industrial.
Com um imenso mercado consumidor disponível, e meios de produção em larga escala, torna-se importante para o sistema capitalista estimular a competição das massas através da moda. Nesse contexto,de democratização, surgem duas formas diferenciadas de resistência: A pirataria ( Louis Vuitton, Chanel, Dior, Prada, etc. ) e a moda jovem que é despojada e uniformizada, diminuindo a diferença de classes.
Entender a moda como texto visual, implica fazer a leitura tanto da moça vestida com peças exclusivas quanto da moça que comprou a moda em série de um magazine ( Renner, CeA, Riachuelo, etc.) Observe as imagens e leia o diferente como exclusivo e os iguais como populares.
texto baseado no livro: Imagem também se lê de sandra ramalho.

IMAGEM TAMBÉM É TEXTO!


Sandra Ramalho, em seu livro: Imagem também se lê, ed. Rosari, nos diz que em cada texto visual, está registrado um discurso. O modo como o autor vive e vê o mundo está evidente na sua criação. A imagem mostra a sua visão de mundo, suas relações com o seu contexto, além da capacidade de manipular os códigos ao qual pertence a imagem. Assim que o leitor ou observador da imagem tem diante de si é o texto estético, que é o próprio universo de sua leitura. Tão logo o criador termine o seu trabalho, ele não mais lhe pertence. A imagem passa a falar por si mesma, independente do que o seu autor quis dizer. o importante é que o leitor da imagem tenha um referencial mínimo para fazer esta leitura.
Vamos exemplificar; Enterro na rede é um dos quadros da série " Os Retirantes" do brasileiro Cândido Portinari, pintado em 1944, série que hoje pertence ao MASP.
O que se vê? Um eixo vertical e duas diagonais que lhe cortam. A posição dos pés indica a forma que está destacada em toda imagem: O ângulo, elemento que vai se repetir sucessivas vezes, algumas delas formando triângulos, como no caso dos pés da mulher central. o ângulo dos braços dessa mulher remete o olhar para seu vértice, no tronco do corpo dela mesma, o qual oculta o centro da rede , lugar onde está o morto. As mulheres mesmo que não se vejam a expressão dos seus rostos e mesmo que não vertam lágrimas mostram forte emoção através do seu gestual. A forma assumida pelo morto, na tela, não parece a de um ser humano, mas de um volume qualquer. Enterro na rede é um título que facilita o acesso aos inúmeros significados da obra. Logo esse texto visual é favorecido pelo texto verbal.
Simplificando, para haver uma leitura de imagem é preciso que o leitor esteja alfabetizado esteticamente, ou seja, que domine um mínimo dos códigos necessários para esta leitura.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ILUSTRAÇÃO É ARTE!






A ilustradora e artista plástica, Anna anjos, cria obras tão lindas e coloridas que chamou atenção do mercado publicitário, ela já fez trabalhos para diversas marcas conhecidas. Confira.

OS SUPORTES ARTÍSTICOS



Os suportes são as superfícies sobre as quais fazemos as pinturas. Já sabemos que nossos ancestrais utilizavam as paredes das cavernas para suas pinturas mágicas. Com o passar do tempo, o homem investigou e criou outros suportes, sendo o mais comum a própria parede ou a tela.
Porém alguns artistas escolhem suportes pouco convencionais e conseguem excelentes resultados, como é o caso do venezuelano Hernández Diez.

MAIS STREET ART

Obras que mexem com nossa perspectiva viciada na bidimensão.


STREET ART




A arte de rua ou street art, é o resultado da ação dos artistas ( individual ou coletivo ) no espaço urbano. Tem obras bem instigantes, vejam só!